Negociaçao X Pressao
Mais de um século da aboliçao da escravatura tem-se mostrado pouco no caso brasileiro. Certamente o fim do trabalho nao remunerado e dos maus tratos físicos nao daria lugar, de imediato, a relaçoes justas e respeitosas. Os direitos trabalhistas constituíram um avanço nas relaçoes patrao ? empregado, mas quando pensávamos ter conquistado muitos ganhos em termos de reconhecimento aos esforços do trabalhador da educaçao, eis que os patroes passaram a adotar a pratica de induzir o profissional a abrir mao de direitos em troca de emprego.É o que vem propondo há alguns anos, vários donos de escolas para as CCTs. A valorizaçao do homem, a preocupaçao dos sentimentos, emoçoes, com a qualidade de vida sao fatores que fazem a diferença, sendo amplamente divulgados nos discursos patronais( retirados dos manuais de Recursos Humanos). Como entender, que a instituiçao Escola - órgao por excelencia formador do ser humano integral ? utilize de praticas opressoras, coercitivas, implantando a síndrome do medo para impedir que os profissionais ? que elevam o nome da instituiçao com seu trabalho competente colocando-a entre as melhores -, lutem por salários dignos ou até para recuperar perdas, já que existe escola que :
- Nao cumprem as Convençoes Coletivas desde 2003(estamos em 2010);
- Praticam pisos salariais diferenciados para trabalhos iguais;
- Nao depositam o FGTS dos profissionais;
- Utilizam o mesmo profissional para atender duas turmas diferentes ao mesmo tempo (economia de pessoal e sobrecarga do profissional);
- Pagam salário abaixo do piso, obrigando o profissional a assinar o recibo com os valores equivalentes ao piso;
- Convocam os docentes para trabalhar aos sábados sem a devida remuneraçao;
- Oferecem reajuste ?0? porque a escola está com dificuldade financeira;
- Nao assinam a carteira profissional;
- Quando a instituiçao obtém lucros nao os compartilham com os docentes porém, quando surgem as dificuldades financeiras os professores sao ? convidados ? a participarem do ônus com reduçao do salários;
Após todo este tempo sem nenhum ganho, os professores sentem no ar, um clima de ameaça velada de puniçao; tudo isto ocorrendo numa empresa que ? Valoriza a Vida, o Meio Ambiente -. Valorizar a vida é ter consciencia de sua fugacidade, é priorizar a criaçao máxima de Deus ? o homem -, é assumir atitudes de buscar a cada dia, mecanismos para melhorar a convivencia no trabalho, estabelecendo relaçoes centradas nao apenas na hierarquia, na manipulaçao, mas, no poder de criar, contribuir, valorizar, somar, cooperar.
ProfS. Maria Céli Marques Motta
Sec. de Comunicaçao